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COLUNA DO BETO LACERDA | ALBUM FILHO DO BRASIL - DIOGO MONZO


Diogo Monzo – Filho do Brasil (2018)

Ler estampado na capa de um álbum o subtítulo: “Piano Solo” pode atrair e afugentar, depende do ouvinte, aos que se aproximam no intuito de encontrarem dedos que tragam uma sonoridade simples e apenas pautada na melodia, vez que o instrumento pode remeter a tal pensamento equivocado, encontram é um trabalho extremamente amadurecido, técnico e profundo em sua execução, trilhando com maestria entre a esfera jazzística e o erudito; por sua vez, os que pensavam encontrar um álbum monótono e cansativo têm a grata surpresa de realizarem uma viagem profunda às raízes brasileiras, fazendo jus ao título do álbum “Filho do Brasil”, lançado pela Biscoito Fino, em 2018, do virtuose Diogo Monzo.

“Luar do sertão”, o clássico cancioneiro de Catulo da Paixão Cearense, de 1914, é quem dá as boas-vindas aos ouvintes, seguida por “Choro bandido” de Edu Lobo e Chico Buarque, de 1993 e ancorando o piano em “A Saudade mata a gente”, de 1948, composição de Antônio Almeida e letra de João de Barro, sacramentada na voz de Dick Farney. Até aqui o ouvinte atento e apaixonado pela música já começa a encarnar o título da obra e a fazer parte da jornada proposta, com interrupção intencional do artista, vez que se dispõe a apresentar sua lavra, executando as belas “Segredos” e “Song for Fran” (faixa 09), temas que evidenciam a obrigatoriedade de inseri-lo na prateleira dos grandes músicos compositores.

“Imagina”, de 1983, parceria antológica de Tom Jobim e Chico Buarque continuam a aventura musical tupiniquim, até desembocar em “Reencontro”, parceria de Luiz Eça e Fernanda Quinderé. A dose se repete na faixa 12 “Olhar de princesa”, também composição da dupla. Aqui Monzo revive um pouco da experiência em mergulhar no universo do pianista Luiz Eça, vez que seu trabalho anterior “Luiz Eça por Diogo Monzo”, lançado em 2016, aprofundou-se nessas águas escaldantes da beleza, porém no formato trio: com Sidiel Vieira e Bruno Rejan alternando-se nos baixos e Di Stéffano na Bateria, além do próprio artista ao piano, é claro.

“O barquinho”, clássico de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, “Minha”, de Francis Hime e Ruy Guerra, “Cor do sol (loro)”, de Egberto Gismonti e Eugenio Dale, “Com que roupa”, de Noel Rosa, “Um a zero”, obra-prima de Pixinguinha, Benedito Lacerda e Nelson Ângelo, além de “Bim Bom”, de João Gilberto encerram a navegação musical e deixam uma pergunta solta no ar que a faço com permissão do poeta da Vila: Com que roupa? Qual a que representa o seu Brasil?

Diogo Monzo, além de sua técnica absurda no instrumento, veste-se de sofisticação e representa a riqueza cultural do nosso país, recheado de exímios compositores e brilhantes canções. Sua alcunha de filho o sacramenta como legítimo e neste aspecto somos todos irmãos!


REDES SOCIAIS E SITE DO ARTISTA:

Site: www.diogomonzo.com

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Album lançado pela gravadora BISCOITO FINO

CONTATOS

Produção: Fernanda Quinderé

​Telefones: +55 85 3244 5939 +55 85 98878 5939

​contato_diogomonzo@hotmail.com


COLUNA BETO LACERDA:

Texto: Beto Lacerda do Canal COLA NO SOM

@betolacerda73 @canalcolanosom

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